segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

knock me down

ainda tô esperando o que poderia ser o que chamam de "alegria". a vida metralha a todos de desilusões, a experiências vividas são o canal de passagem para essas.

mais um dia. quando deixada a inocência da infantilidade, você perde aquela ansiedade por algo mágico, algo arrebatador, algo que vai te fazer querer viver o próximo dia.

help me to stand up, tomorrow has just knocked me down.

não quero viver o próximo dia, ainda tô empacada nesse. o amanhã emenda com o hoje, que emenda com o ontem, que emenda meses para trás, e meses para a frente, enquanto eu só espero por um pouco de paz.

um canto. aonde eu possa deitar e sentir que minha alma esteja mais leve que antes, por menor que seja a diferença.

leave me down here, i'm alone but i'm fine. i just want to scream my troubles out for a while.

ninguém tenta falar comigo a não ser que seja realmente importante. todos estão de cabeça baixa, sugando as lágrimas de volta.

uma vez ou outra, eu olho para uma pessoa. não olho para o físico dela, mas olho procurando entender o que levou ela a aquele lugar.

todos compreendem o que eu sinto, mas poucos sentem.

o mundo em minha cabeça é pesado... não quero sair daqui.

"stop fighting it... it's not time."

cheer me up

e aí.

faz um tempo que não posto, então vamos shoot this out de uma vez.

finally, the sun starts to bring on something happy about this day. they all wanted their timeout a little longer, but they can't refuse they kinda wanted to come back to those same builings. honest smiles spread here and there, speculations of teachers, harmless jokes.

i've managed my way to my own set of "choosen family", where smiley faces take me warmfully. a few sad eyes sit on me, and i can't deny, i'm pretty damn sad too.

one last ring. everybody starts walking to one direction, their classrooms. their cheerfull smiles are still there, and still that solid energy.

i turn around and go back to where they were last year.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

shadow days

Tudo parece distante, mas tudo parece fazer parte de mim. O cinza azulado do céu, que aos poucos se transforma num azul acinzentado, com nuvens que são somente relevo nessa coloração estranha, os barulhos reconfortantes da cidade, os prédios que parecem terminar não muito além de mim, e tudo após eles se perde na imensidão infinita de azul.
Não sei mais onde estou, não sei mais quem sou. Sou só eu, eu e as lembranças que vagam livre e suavemente... O som da respiração, as mãos que levemente abraçam minha cintura, a pressão os lábios contra os meus... E tudo se vai, como se nunca tivesse existido.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

(idioteque)

posso passar horas, e mais horas seguidas aqui tentando expor meus fortes sentimentos por você, que estas errantes palavras não teriam a força que deveriam ter. já faz bastante tempo que quero escrever um post sobre você, mas dados meus sentimentos, seria mais fácil escrever uma coletânea de livros.

você não é muito alto. é bem magro. em muitas fotos, seu cabelo liso e castanho recai em seu rosto, cobrindo seus grandes olhos castanhos. tatuagens do Pacman e de um Stormtrooper em seus finos braços. em seu rosto, à primeira vista, não se nota nenhum grande diferencial. yet, você é uma das pessoas mais lindas que conheço. você adora heineken e vinho, fica um pouco tonto de vez em quando e fica mais sociável assim. quotes de silverchair, blur e massive attack recheiam seu twitter. você é atleticano, e no futebol inglês torce para o Chelsea. fala alguns palavrões de vez em quando, mas quem não fala?

tem a risada mais reconfortante. o sorriso que me deixa feliz. comentários inteligentes, sabe bem o que fala. dorme irregularmente e tem problemas por causa disso. fica até tarde vendo filmes, séries e animes. conversa quando pode, ou quando eu realmente estou precisando. tem experiência na vida. sabe ser fofo. rio toda vez que te vejo falando "poxa". toca baixo em duas bandas (de ROCK!) e sempre que há show, me chama. não se envergonha de mim. me entende.

se fecho meus olhos, quase sinto sua presença por perto, seu hálito, sua voz. abro os olhos e não há nada. ninguém.

já revirei noites inteiras pensando sobre o que você deve achar de mim. e se mandei um link para essa postagem para você, estou perguntando: o que você acha de mim?

devo estar parecendo uma adolescente burra e iludida, mas quem não é, quando o assunto é amor?

quero te entender. quero segurar seu rosto perto do meu. quero que nossos olhos se cruzem e permaneçam assim. quero te ver por dentro destes olhos. quero te entender. quero que você me entenda.

eu te amo. quer conversar?

domingo, 13 de novembro de 2011

o olho abre. abre, mas não vê nada. só um profundo azul marinho. de repente, começam a se distinguir alguns traços. traços que constituem um espaço. um quarto.

a cama fica muito macia por um instante. a luz da lua acaricia. mas de repente, neste cenário tão pacífico, você se torna muito ciente da sua dor. física. seus braços doem, suas pernas doem. você respira calmamente, mas a dor é muita. e de repente, a agonia volta. aquela profunda, perfida, irritante agonia.

o medo. medo por amor. amor? no amor não tem medo. no medo não tem amor. mentira. o medo é feito de amor e o amor se prende ao medo. medo de não te achar bonita, de ser rejeitada, de ser ridicularizada, medo. medo, medo, medo. o amor também. eu te amo, mas tenho medo.

medo que traz a agonia, que anda com a dúvida. dúvida de o que você quer. você quer isso mesmo? no que você vai entrar? então, liga o celular e entra no twitter. ele falou que sente saudades suas. desliga o celular, suspira e volta a dormir.

"... it's alright."

domingo, 6 de novembro de 2011

Apresentação

Hum.. Gente, eu sou a Ana, e a vivs me chamou pra postar aqui no blog, porque ela curtiu meus textos. Eu, particularmente, acho que não sou boa com as palavras, mas agora, vamos ver se eu estou certa ou não né. Bom, sei lá como me apresentar, tipo oi? Mas enfim, vou começar a postar aqui (na verdade já até postei um texto haha) e espero que gostem né hahaha. Beijo, Ana.

nothing to write about

ela senta no computador e abre a internet. mais rápido do que muitos dos seus amigos, ela escreve na barra de endereços e dá enter. nova aba, abre uma música no youtube. música, a melhor inspiração. o desejo ardente de escrever cresce dentro dela e se ergue até a ponta de seus dedos até ela clicar em "nova postagem". o branco daquela caixa, esperando para ser preenchida com algum fragmento de sua alma, formatado em letras e mais letras. mas nada veio. seus dedos acariciam as teclas do computador. 1, 2, 7, 10 frases, parágrafos escritos e apagados. uma música inspiradora que deveria ajudá-la a aproveitar desse desejo ardente de preencher o quadro branco no monitor.

seus dedos procuram alguma tecla; alguma letra; algum sinal. nada. nada para completar o quadro branco, para acabar com essa sede insaciável por letras.

escreva sobre isso, vivienn. escreva sobre a falta do que escrever.

"no alarms and no surprises please."